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Atlético-GO questiona gastos do Corinthians em meio a dívidas
Por Redação FuTimão em 18/12/2024 18:04
Fair Play Financeiro e a Necessidade de Regras no Futebol Brasileiro
O cenário do futebol brasileiro tem sido palco de debates acalorados sobre a gestão financeira dos clubes, e um dos pontos centrais dessa discussão é a necessidade de um fair play financeiro rigoroso. A ausência de regras claras e punições efetivas tem permitido que algumas agremiações acumulem dívidas astronômicas, enquanto outras, com gestões mais responsáveis, lutam para manter as contas em dia. A chegada das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) trouxe um novo elemento a essa equação, injetando mais recursos no sistema, mas também levantando preocupações sobre a sustentabilidade a longo prazo.
A Crítica de Adson Batista à Postura do Corinthians
Adson Batista, mandatário do Atlético-GO, expressou publicamente sua preocupação com a forma como alguns clubes têm lidado com suas finanças. Em particular, ele criticou a postura do Corinthians, que, apesar de acumular uma dívida de R$ 2,4 bilhões, continua a contratar jogadores. "Cada clube tem seus problemas, sua realidade, mas é inadmissível, por exemplo, o Corinthians , que deve mais de R$ 2 bilhões e está contratando e queimando dinheiro a todo momento", afirmou Adson em entrevista ao ge. O dirigente defende que o futebol nacional precisa de uma legislação que estabeleça limites e obrigações para evitar que clubes se afundem em dívidas. Ele ressaltou que seu clube, o Atlético-GO, mantém uma gestão financeira equilibrada e busca ter responsabilidade para não comprometer o futuro da instituição.
O Impacto das SAFs no Futebol Brasileiro
A introdução das SAFs no futebol brasileiro representou uma mudança radical no panorama financeiro dos clubes. Adson Batista destacou essa transformação, afirmando que "Tivemos uma transformação faraônica. Em 2022 era uma realidade e hoje a realidade é outra. As Safs (sociedade anônima do futebol) entraram no futebol brasileiro com apetite muito grande e dinheiro infinito." Essa nova dinâmica trouxe um fluxo maior de capital para os campeonatos locais, mas também gerou questionamentos sobre a necessidade de um controle mais efetivo para evitar o endividamento excessivo. Para ele, o ideal seria uma Liga forte, nos moldes da Inglaterra e da Espanha, que cuidasse dos interesses dos clubes. Enquanto isso não acontece, a CBF deveria liderar uma discussão sobre o fair play financeiro.
Além disso, para Adson, a falta de responsabilidade de alguns clubes é preocupante. "Tem clube que não tem a mínima responsabilidade. O presidente passa e deixa um rombo e isso não pode acontecer", disse o dirigente, enfatizando a importância de uma gestão transparente e responsável. Ele defende que é impossível construir um futebol sério sem obrigações, deveres e limites claros para todos os envolvidos.
O Cenário Financeiro do Corinthians e o Fair Play
O Corinthians , citado por Adson Batista, enfrenta um cenário financeiro delicado, com uma dívida que inclui o débito da Neo Química Arena. No final de 2023, o clube conseguiu uma liminar da Justiça para reorganizar suas pendências nos dois meses seguintes. Apesar das dificuldades financeiras, o clube contratou 20 jogadores na temporada de 2024, sob a gestão de Augusto Melo. Essa movimentação no mercado da bola, mesmo com a alta dívida, gerou críticas e colocou em xeque a sustentabilidade financeira do clube a longo prazo. A fala de Adson Batista ecoa a preocupação de muitos sobre a necessidade de um fair play financeiro que realmente funcione no futebol brasileiro, evitando que clubes se endividem sem qualquer perspectiva de recuperação.
O dirigente do Atlético-GO complementou sua análise afirmando: "Precisamos de uma Liga forte cuidando dos interesses dos clubes. Mas enquanto isso não acontece, a CBF tem que liderar uma discussão ampla sobre fair-play financeiro. Não podemos ter tanta irresponsabilidade". A fala de Adson Batista é um chamado para uma ação mais incisiva por parte das entidades responsáveis pelo futebol no Brasil, a fim de garantir que a gestão financeira dos clubes seja feita de forma responsável e sustentável.
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