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A Turbulenta Jornada de Augusto Melo no Comando do Corinthians: Uma Análise Detalhada

Por Redação FuTimão em 25/12/2024 05:44

A trajetória de Augusto Melo à frente do Sport Club Corinthians Paulista, em seu primeiro ano de mandato, foi um verdadeiro carrossel de emoções e desafios. A temporada oscilou entre momentos de grande apreensão, como a ameaça de rebaixamento, e outros de notável euforia, impulsionados por uma recuperação histórica no segundo semestre e pelo apoio incondicional da torcida.

O Início Conturbado e a Troca de Comando Técnico

O início da gestão foi marcado por declarações polêmicas, como a frase "acabou a farra de Palmeiras e Flamengo", proferida por Rubão, então diretor de futebol. A repercussão negativa entre os torcedores, somada a uma janela de transferências considerada fraca, transformou a declaração em alvo de críticas e memes. O desempenho do time no Campeonato Paulista foi desastroso, culminando na demissão do técnico Mano Menezes, que havia sido bancado por Augusto Melo até então, mesmo após uma sequência de derrotas. O presidente chegou a afirmar que Mano tinha contrato até 2025 e que estava trabalhando para que o técnico tivesse "condições melhores de trabalho". A torcida, cada vez mais insatisfeita, expressava sua revolta.

A contratação de Fabinho Soldado para o cargo de executivo de futebol, também gerou desconfiança por sua inexperiência na liderança de um departamento de futebol completo. Em fevereiro, a diretoria acertou com António Oliveira, após a frustração da negociação com Márcio Zanardi, que não pôde assumir o clube devido a uma restrição no regulamento do Campeonato Paulista.

Augusto Melo: Ascensão e Queda no Corinthians - Análise Completa
Foto: ( Marco Miatelo/AGIF)

Escândalos e Instabilidade nos Bastidores

Nos meses seguintes, o escândalo envolvendo o patrocínio da Vai de Bet explodiu no colo do presidente. A investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo sobre o intermediário da transação gerou ainda mais críticas por parte da torcida e da oposição. Dentro de campo, a equipe lutava para encontrar consistência, enfrentando dificuldades tanto pela falta de reforços quanto pela saída de jogadores importantes.

A saída de Cássio, um dos maiores ídolos do clube, em maio, para assinar com o Cruzeiro, elevou o tom das críticas à gestão. A decisão do goleiro foi motivada, principalmente, pelo desgaste emocional e pelo descontentamento com a diretoria. Em junho, a situação se agravou com a invasão de mais de 30 torcedores organizados à sala do presidente, em busca do diretor administrativo Marcelo Mariano, envolvido no escândalo do contrato com a Vai de Bet.

A Virada e a Recuperação no Campeonato Brasileiro

O primeiro semestre se encerrou com a demissão de António Oliveira, após um início ruim no Campeonato Brasileiro, onde o Timão chegou a ocupar a penúltima colocação da tabela, sem vencer por nove rodadas. A contratação de Ramón Díaz marcou o início da reviravolta. O técnico argentino, conhecido por ter evitado o rebaixamento do Vasco em 2023, chegou com a missão de resgatar o time e a confiança da torcida. A chegada da Esportes da Sorte como patrocinadora máster também ajudou a acalmar os ânimos.

Reforços e a Ascensão de Augusto Melo

Após diversas mudanças na diretoria, Augusto Melo pareceu "acertar a mão" na janela de transferências do meio do ano. Pedro Silveira, diretor financeiro, Vinicius Cascone, diretor jurídico, e Fabinho Soldado foram os responsáveis pela chegada de nove reforços, seis deles atuando como titulares em algum momento. A contratação de Memphis Depay, com o salário integralmente pago pela Esportes da Sorte, gerou um impacto midiático positivo e aliviou a pressão sobre o presidente, que lida com uma dívida bilionária do clube. O Corinthians teve uma ascensão surpreendente no Campeonato Brasileiro, evitando o rebaixamento e garantindo vaga na pré-Libertadores.

O Impeachment e o Apoio da Torcida

Apesar da recuperação dentro de campo, a política do clube fervilhava com o pedido de impeachment de Augusto Melo, que tramitou por meses no Conselho Deliberativo, ganhando força após as investigações da Polícia Civil. O apoio maciço da torcida foi fundamental para o presidente, reforçando seu discurso de "golpe". A mesma torcida que havia invadido o clube social meses atrás, agora manifestava seu apoio ao presidente, com faixas e gritos contra os conselheiros que votariam o impeachment. Augusto conseguiu suspender a reunião por uma liminar, que foi derrubada dias depois.

Uma nova votação está marcada para janeiro, e os torcedores prometem comparecer novamente para apoiar o presidente. A temporada de Augusto Melo foi marcada por altos e baixos, mas o apoio da torcida e a recuperação da equipe no segundo semestre mostram a capacidade de superação do clube.

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