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Análise Tática: Como o Corinthians Neutralizou o Palmeiras na Final do Paulista

Por Redação FuTimão em 17/03/2025 08:41

A Estratégia Defensiva do Corinthians: Contexto e Execução

A vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Palmeiras, com gol de Yuri Alberto, no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, levanta um questionamento crucial: foi uma postura defensiva ou uma estratégia meticulosamente calculada? A resposta, ao que tudo indica, reside na complexa interação entre ambos os elementos.

Emiliano Díaz, auxiliar técnico e filho de Ramón Díaz, oferece uma perspectiva valiosa: a abordagem não se resume a simplesmente defender, mas sim a compreender as nuances do jogo. Diante de um Palmeiras jogando em seus domínios, com um elenco de maior investimento, era esperado que ditasse o ritmo e criasse as principais oportunidades. Assim, o Corinthians , para sair ileso do Allianz Parque, precisaria de uma defesa impecável.

Mudança Tática e Marcação Individualizada

Conscientes do desafio que teriam pela frente, Ramón Díaz e sua comissão técnica optaram por remodelar o esquema tático da equipe em relação ao confronto contra o Barcelona do Equador. Garro cedeu seu lugar a Romero, e o Corinthians abandonou o 4-3-1-2 em prol de um 4-2-3-1, com Romero , Carrillo e Memphis alinhados na linha de meias, posicionados atrás de Yuri Alberto . Um destaque notável foi Memphis, que atuou de forma mais aberta e desempenhou um papel defensivo significativamente maior do que o usual.

A alteração tática refletiu uma decisão estratégica de Ramón Díaz: neutralizar Raphael Veiga, impedindo que a bola chegasse com qualidade à área. Embora o Palmeiras tenha gerado um volume considerável de chances de gol, encontrou dificuldades para construir jogadas pelo centro, sendo forçado a explorar os flancos do campo.

Essa limitação imposta ao Palmeiras foi resultado da solidez da estrutura defensiva do Corinthians . No 4-2-3-1, a linha de defesa manteve-se compacta e bem posicionada, praticamente estacionada na área. Os volantes Martínez e Raniele tiveram a responsabilidade de anular qualquer jogador que recebesse a bola naquele setor, incluindo Veiga, Estêvão e Richard Ríos, que se projetou ao ataque com frequência.

A Marcação Ferrenha Sobre Raphael Veiga

Raphael Veiga recebeu uma atenção especial, sendo constantemente marcado por Martínez e Ryan, que entrou no decorrer da partida. Caso Veiga conseguisse escapar da marcação, Raniele se desdobrava para dobrar a marcação sobre o meia palmeirense, sacrificando, se necessário, a cobertura de outros jogadores. A linha de defesa, por sua vez, permanecia alinhada, formando uma barreira para impedir as finalizações de Facundo e Estêvão.

Diante desse cenário, torna-se evidente que o Corinthians estava ciente das dificuldades que enfrentaria. Seria irreal esperar que o Timão dominasse a partida e mantivesse a posse de bola contra seu maior rival, atuando fora de casa.

O Papel Tático de Carrillo e a Liberdade no Ataque

Outra mudança relevante foi o posicionamento de Carrillo. Conhecido por sua regularidade, ele desempenhou uma função atípica, atuando como um segundo meia pela esquerda. Mais centralizado, ele assumiu um papel criativo e, na defesa, recuava para marcar Facundo pelo lado esquerdo, reforçando a estrutura defensiva do Corinthians .

Essa escolha de Ramón Díaz, ao compreender a dinâmica do jogo, visava neutralizar o adversário. Optar por se defender de uma determinada maneira não implica abrir mão do ataque. Pelo contrário, a forma como um time se defende tem um impacto direto em sua maneira de atacar. Tudo está intrinsecamente conectado.

No 4-2-3-1, Memphis e Romero movimentavam-se mais pelos lados do campo. A forte estrutura defensiva do Corinthians permitiu que o trio ofensivo explorasse os contra-ataques e atacasse os espaços deixados pelo Palmeiras, que estava totalmente voltado ao ataque.

O Contra-Ataque como Arma e a Decisão em Aberto

Analisando o lance do gol, percebe-se que tudo se inicia com a recuperação da bola pelo Corinthians . A jogada prossegue com Memphis, posicionado na esquerda, que persiste na disputa, luta e encontra Yuri Alberto , que finaliza com maestria, abrindo o placar.

Em muitas situações, uma escolha aparentemente defensiva pode, na realidade, facilitar o ataque. Afinal, o contra-ataque é uma forma de atacar. Se essa intenção era clara ou não, permanece uma incógnita. O que importa é que o Corinthians soube enfrentar um adversário em grande fase, jogando fora de casa, e obteve uma vantagem importante para a partida decisiva. No entanto, considerando o histórico do Palmeiras sob o comando de Abel Ferreira, nada está definido. A disputa permanece em aberto ? com o Corinthians em vantagem.

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Comentado em 17/03/2025 10:21 A vitória foi épica, molecada! O Timão soube jogar e calou a porcada! Vai Corinthians!
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