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Atlético-GO e a Necessidade de Fair Play Financeiro no Futebol Brasileiro

Por Redação FuTimão em 18/12/2024 15:43

O Desafio do Retorno à Elite e a Busca por Regras Financeiras

Após um revés que culminou no rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro em 2025, o Atlético-GO se encontra diante do desafio de reconstruir sua trajetória rumo à elite do futebol nacional, mas, desta vez, com recursos financeiros mais limitados. A situação impõe ao clube uma gestão ainda mais rigorosa e um foco na sustentabilidade.

O Posicionamento de Adson Batista e a Crítica à Gestão Financeira

Adson Batista, figura central na transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), elevou o tom ao debater a urgência de um fair play financeiro robusto no cenário esportivo brasileiro. Para ele, o controle financeiro deve ser uma prioridade, e a ausência de regras claras tem prejudicado a saúde financeira de muitos clubes.

O dirigente defende que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deveria liderar esse processo, estabelecendo um conjunto de normas e fiscalizações até que uma liga de clubes estabelecida no país assuma essa responsabilidade.

A Necessidade de uma Liga Forte e a Urgência de Regras

?Tivemos uma transformação faraônica. Em 2022 era uma realidade e hoje a realidade é outra. As SAFs entraram no futebol brasileiro com apetite muito grande e dinheiro infinito. O objetivo é ter uma Liga para termos um futebol forte como é na Inglaterra e na Espanha. Precisamos de uma Liga forte cuidando dos interesses dos clubes?, afirma Adson Batista, evidenciando a necessidade de um novo modelo de gestão para o futebol brasileiro.

Enquanto essa liga não se torna uma realidade, o presidente do Atlético-GO enfatiza a importância da CBF em assumir um papel de liderança na discussão sobre o fair play financeiro. "Mas enquanto isso não acontece, a CBF tem que liderar uma discussão ampla sobre fair-play financeiro. Não podemos ter tanta irresponsabilidade?, declarou Adson em entrevista, apontando o Corinthians como um exemplo de clube que "queima dinheiro" sem responsabilidade.

O Caso do Corinthians e a Falta de Responsabilidade Financeira

Adson Batista não poupou críticas à gestão financeira de alguns clubes, citando o Corinthians como um exemplo preocupante. "Cada clube tem seus problemas, sua realidade, mas é inadmissível, por exemplo, o Corinthians , que deve mais de R$ 2 bilhões e está contratando e queimando dinheiro a todo momento?, disse o dirigente, demonstrando preocupação com a forma como alguns clubes têm lidado com suas finanças.

O presidente do Atlético-GO contrastou a situação do Corinthians com a gestão do seu próprio clube, que ele descreve como "saneado e sem dívidas" e onde a responsabilidade financeira é uma prioridade. ?Eu tenho um clube saneado e sem dívidas e procuro ter muita responsabilidade para não jogar meu clube num abismo sem volta. Precisamos ter uma legislação. Temos que ter regras bem definidas. É impossível fazer futebol sério sem obrigações, deveres e limites. Tem clube que não tem a mínima responsabilidade. O presidente passa e deixa um rombo e isso não pode acontecer?, concluiu.

O Cenário Financeiro do Corinthians e o Desafio da Recuperação

O Corinthians , mencionado por Adson Batista, encerrou a temporada de 2024 na 7ª colocação do Campeonato Brasileiro, garantindo vaga na CONMEBOL Libertadores de 2025. No entanto, a situação financeira do clube é delicada, com uma dívida que atingiu a marca de R$ 2,4 bilhões, conforme dados apresentados à Justiça durante o processo de adesão ao Regime Centralizado de Execuções (RCE).

Este regime é uma tentativa do clube de negociar suas dívidas de forma organizada com seus credores e evitar bloqueios judiciais. O caso do Corinthians serve como um alerta sobre a necessidade de uma gestão financeira mais responsável no futebol brasileiro, como defende Adson Batista.

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