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Adson Batista clama por fair-play financeiro no futebol brasileiro
Por Redação FuTimão em 18/12/2024 14:54
A Necessidade Urgente de um Fair-Play Financeiro no Futebol Brasileiro
O dirigente do Atlético-GO, Adson Batista, expressou sua preocupação com a situação financeira do futebol brasileiro. Em uma participação na Central do Mercado, o presidente da SAF do clube goiano, que está à frente do futebol do Atlético-GO há 18 anos, enfatizou a necessidade de leis mais rigorosas em relação a investimentos e fair-play financeiro. Segundo ele, a ausência de regulamentação adequada tem permitido que clubes, mesmo com dívidas astronômicas, continuem a gastar sem responsabilidade, o que prejudica o equilíbrio competitivo e a saúde financeira do esporte.
Adson Batista destacou que as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) trouxeram uma mudança drástica ao cenário futebolístico nacional. Ele apontou um "apetite muito grande e dinheiro infinito" dessas entidades, o que, segundo ele, tem gerado uma competição desleal. O dirigente defende a criação de uma Liga forte, que possa zelar pelos interesses dos clubes, mas enquanto isso não se concretiza, ele acredita que a CBF deve liderar um debate amplo sobre o fair-play financeiro.
Críticas às Práticas Financeiras Irresponsáveis de Clubes
O presidente do Atlético-GO não poupou críticas a clubes que, mesmo com dívidas elevadas, continuam a contratar jogadores e a gastar dinheiro sem controle. Ele citou o Corinthians como exemplo, afirmando que é "inadmissível" que um clube com dívidas superiores a R$ 2 bilhões continue a realizar contratações sem qualquer planejamento financeiro. Adson enfatizou que seu clube tem se esforçado para manter as contas em ordem, evitando um endividamento que possa levar a um "abismo sem volta".
?Cada clube tem seus problemas, sua realidade, mas é inadmissível, por exemplo, o Corinthians , que deve mais de R$ 2 bilhões e está contratando e queimando dinheiro a todo momento. Eu tenho um clube saneado em sem dívidas e procuro ter muita responsabilidade para não jogar meu clube num abismo sem volta. Precisamos ter uma legislação. Temos que ter regras bem definidas. É impossível fazer futebol sério sem obrigações, deveres e limites. Tem clube que não tem a mínima responsabilidade. O presidente passa e deixa um rombo e isso não pode acontecer?, declarou o dirigente.
A Transformação "Faraônica" e a Necessidade de Regulamentação
Adson Batista descreveu a transformação no futebol brasileiro como "faraônica" desde 2022, quando as SAFs começaram a injetar recursos no esporte. Ele ressaltou que o objetivo é construir uma Liga forte, similar aos modelos da Inglaterra e da Espanha, onde os interesses dos clubes sejam protegidos. Enquanto essa liga não se torna realidade, o dirigente insiste que a CBF deve assumir a responsabilidade de liderar uma discussão profunda sobre o fair-play financeiro, a fim de evitar a irresponsabilidade na gestão dos clubes.
Reflexões sobre o Desempenho do Atlético-GO e Expectativas para o Futuro
Sobre o desempenho do Atlético-GO na temporada, Adson Batista admitiu que a equipe não conseguiu se encontrar no Campeonato Brasileiro, o que resultou no rebaixamento para a Série B. Ele reconheceu a falta de liderança e coragem em alguns momentos, mas destacou que o clube conquistou o tricampeonato goiano, um feito difícil em meio à rivalidade local. Apesar da campanha abaixo do esperado no Brasileirão, o presidente se mostrou otimista para 2025, afirmando que o Atlético-GO não terá dois anos ruins consecutivos.
?Meu time tinha um perfil bom tecnicamente, mas faltou um pouco de coragem e liderança e faltou um pouco da nossa parte entender isso. As intenções foram as melhores. O Atlético-GO foi tricampeão estadual, o que é muito difícil, tem muita rivalidade local. Fizemos uma boa Copa do Brasil, mas no Brasileiro não encaixamos. Nosso time não deu liga. O time não conseguiu jogar no nível que esperávamos. Um time que muitas vezes ficou sem alma, sem brio. Os jogadores também sentiram a carga dos resultados ruins. Isso acontece. Temos que sacodir a poeira e dar a volta por cima. O Atlético-GO não faz dois anos ruins e podem ter certeza disso.?, afirmou Adson.
O dirigente concluiu sua análise ressaltando a importância de "sacudir a poeira" e buscar uma reviravolta, reafirmando sua confiança na capacidade do Atlético-GO de se reerguer. Ele acredita que a experiência servirá de aprendizado para o clube, que buscará retornar à Série A com mais força e organização.
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