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Médica do Corinthians Alerta Sobre Riscos da Grama Sintética no Futebol
Por Redação FuTimão em 18/02/2025 18:31
Debate Aprofundado: Grama Natural vs. Sintética no Futebol
A discussão sobre os impactos da grama sintética em contraposição à grama natural no futebol brasileiro ganhou um novo contorno nesta semana. A Dra. Ana Carolina Côrte, figura de proa no departamento médico do Sport Club Corinthians Paulista, utilizou suas plataformas digitais para expressar sua análise sobre o tema, que se intensificou após manifestações de jogadores de renome como Neymar, Lucas e Dudu, que se posicionaram contrários ao uso de campos artificiais.
Em uma análise que equilibra rigor científico e a experiência prática da medicina esportiva, Ana Carolina Côrte alinha-se à preocupação dos atletas. Sua argumentação centraliza-se em um estudo abrangente conduzido pela UEFA, que lança luz sobre as diferenças nas características e gravidade das lesões decorrentes de cada tipo de gramado.
Estudo da UEFA Revela Impactos Distintos nos Tipos de Lesões
A especialista em Medicina do Esporte detalha a pesquisa da UEFA, enfatizando que, embora a incidência total de lesões possa ser similar entre os dois tipos de gramado, a natureza e a severidade das lesões divergem significativamente.
Em suas palavras, a Dra. Côrte esclarece: "Hoje eu vi vários atletas se manifestando contra a grama sintética e a favor da grama natural. Eu não venho para dizer da parte técnica, porque isso não cabe a mim, mas para falar sobre a parte médica. Hoje existem alguns trabalhos que tentam mostrar a diferença da incidência de lesões em grama sintética e natural. A gente não tem muitas conclusões, mas existe um estudo que eu gosto de falar, feito pela Uefa durante 18 anos, com clubes europeus, que aborda como diminuir o número de lesões no futebol. Uma das discussões foi: que tipo de lesão se tem no gramado sintético e na grama natural? O que a gente sabe é que o número de lesões não muda muito entre o sintético e natural, mas o que muda é a diferença das lesões. No gramado natural, ocorrem muito mais lesões musculares, que é o que a gente vê no nosso dia a dia mesmo. Já no gramado sintético, há a prevalência de lesões ligamentares, de joelho e de tornozelo".
Grama Sintética e a Gravidade das Lesões: Um Alerta Médico
O ponto crucial da análise da Dra. Côrte reside na gravidade das lesões associadas à grama sintética. Ela destaca que, apesar da similaridade numérica na ocorrência de lesões, aquelas que ocorrem em campos sintéticos tendem a ser mais sérias, resultando em períodos de afastamento mais prolongados para os atletas.
A médica do Corinthians ressalta: "O que me chama a atenção é que, apesar do número de lesões ser parecido, as lesões em gramado sintético são mais graves, deixam o atleta afastado por um período maior do que em lesões musculares. Claro que também existem lesões musculares no gramado natural e lesões ligamentares na grama sintética, mas é isso o que dizem os estudos, principalmente esse da Uefa que durou 18 anos para ser entendido, com uma quantidade muito grande de dados", concluiu.
Contraponto: Palmeiras Defende a Grama Sintética com Argumentos Científicos
Em contrapartida às preocupações levantadas, o Palmeiras, clube que possui um estádio com gramado sintético, manifestou sua posição, classificando as críticas como "rasas e sem base científica". Essa declaração adiciona uma camada de complexidade ao debate, evidenciando a necessidade de uma análise aprofundada e baseada em evidências para determinar os melhores caminhos para o futuro do futebol brasileiro.
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