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Rodrigo Garro: A Ressurreição da Camisa 10 Clássica no Corinthians

Por Redação FuTimão em 02/01/2025 05:42

A chegada de Rodrigo Garro ao Corinthians marcou o fim de um período de escassez de grandes camisas 10 no clube. O último meia que exibiu características semelhantes às do argentino foi Jadson, peça fundamental na conquista do Campeonato Brasileiro de 2015. Quase uma década depois, Garro se tornou um dos favoritos da torcida e demonstra potencial para se firmar como o próximo ídolo estrangeiro do clube paulista.

O Investimento em Garro e o Retorno Técnico

O Corinthians investiu cerca de US$ 6 milhões (equivalente a R$ 30 milhões na época) para adquirir Garro , um montante que se mostrou acertado em pouco tempo. Em meio a uma temporada de altos e baixos do elenco, o meia se destacou como um dos atletas mais consistentes, acumulando 13 gols e 14 assistências em 62 partidas. Sua qualidade nas bolas paradas e seu estilo de jogo clássico têm chamado atenção, lembrando os meias de outrora.

O estilo de Garro é algo que o Corinthians não via há tempos. Segundo Walter Casagrande, ex-jogador do Corinthians e colunista do UOL, "Aquele número 10 clássico que tem lançamento, que tem a criatividade, bate bem falta, aquele cara que é o principal jogador técnico e pensante do meio-campo de um time. Teve o Edilson lá atrás, que foi um ótimo camisa 10, mas era atacante. Ele não era um jogador de meio-campo. Depois, a numeração começou a ser fixa e a camisa 10 muitas vezes sumiu do cenário. Agora, o Garro é digno da camisa 10 mesmo. Ele entendeu a história do Corinthians , entendeu como que é jogar no Corinthians ."

A Saudade da Camisa 10 e a Chegada de Garro

A carência de um autêntico camisa 10 no Corinthians era evidente. Como aponta Vitor Guedes, comentarista do UOL, "O Danilo, que jogava com a 20, e o Renato Augusto, com a 8, eram, na prática, '10' que entregaram; no entanto, desde Jadson, que vestia a 10 e foi absurdamente dispensado pela aberração Tiago Nunes, que o Corinthians não tinha um jogador que vestia bem a camisa de Neto, Zenon, Edílson, Tévez". Garro , com seu futebol vistoso e eficiente, preencheu essa lacuna e reacendeu a esperança da torcida alvinegra.

Garro: O Ídolo em Construção

Apesar de estar no clube há apenas uma temporada, Garro já vislumbra o caminho para se tornar um ídolo do Timão. "Para mim é um orgulho o carinho das pessoas. Creio que para chegar a ser um grande ídolo do clube eu tenho que trabalhar mais, ganhar títulos, conquistar coisas", afirmou o jogador à ESPN, durante o Prêmio Bola de Prata. O meia argentino parece ter a ambição e o talento necessários para repetir os feitos de outros compatriotas que marcaram época no clube.

A história do Corinthians com jogadores argentinos é rica, com nomes como Carlos Tévez, campeão brasileiro em 2005, Herrera e Mascherano, que também conquistaram o carinho da torcida. Garro tem a oportunidade de seguir essa tradição e se firmar como mais um ídolo hermano no Parque São Jorge.

A Trajetória de Garro Antes do Corinthians

Nascido na mesma cidade de Lionel Messi, Rodrigo Garro atuou exclusivamente em clubes da Argentina até os 26 anos. O Corinthians foi sua primeira experiência fora de seu país natal. Aos 12 anos, iniciou sua jornada nas categorias de base do Sarmiento, que mantinha parceria com a Fundação Leo Messi.

Quatro anos depois, o Atlético Rafaela, da segunda divisão argentina, abriu as portas para o canhoto. O jogador permaneceu no clube por quase dois anos. Ao atingir a maioridade, foi dispensado. Então, conseguiu um teste no Instituto de Córdoba, onde finalmente se destacou e ascendeu no futebol argentino.

Sua ascensão foi rápida. Logo recebeu uma proposta do Talleres, equipe da elite argentina, onde foi eleito o melhor jogador do Campeonato Argentino em 2022. Na temporada seguinte, seu talento chamou a atenção de clubes estrangeiros, culminando em sua chegada ao Corinthians .

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