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Luxemburgo: Reflexões sobre o Futuro e o Passado no Futebol
Por Redação FuTimão em 15/11/2024 18:20
Desejo de Liderança e Crítica ao Modelo Atual
Após mais de um ano afastado dos gramados, desde sua última experiência no comando do Corinthians, o experiente treinador Vanderlei Luxemburgo refletiu sobre sua trajetória e as possibilidades futuras em entrevista ao podcast Charla. Em suas declarações, Luxemburgo deixou claro que, no momento, não nutre o desejo de retornar ao cargo de técnico.
Contudo, a possibilidade de retornar ao universo esportivo não está totalmente descartada. Ele explicou que um convite para assumir uma posição de liderança dentro de um clube poderia mudar sua perspectiva. Contudo, uma condição essencial para sua volta seria a possibilidade de ter influência direta nas decisões futebolísticas do clube.
O renomado treinador, conhecido por seus inúmeros títulos no futebol brasileiro, aproveitou a oportunidade para expressar sua frustração com as críticas e a falta de respeito que, segundo ele, tem sofrido ao longo de sua carreira.
Um Olhar Crítico sobre a Gestão Moderna no Futebol
"Se falar 'você vai ser o responsável pelo futebol', aceitaria (voltar ao futebol). Os diretores executivos de hoje não são mais responsáveis pelo futebol. São interesses próprios, vou falar e fod***. Quantos treinadores mudaram no Flamengo com o Rodrigo Caetano? Uma série. Quantos mudaram com o Alexandre Mattos no Palmeiras? Então para ser o responsável tem que ser responsável mesmo. Dando resultado, tendo participação no negócio. Esquece o técnico, que tem contrato, você vai entrar no negócio tendo participação como em uma empresa. Como na minha empresa, onde meus gerentes e CEO's têm participação no negócio, por êxito. Aí você muda. Se falar, 'Luxemburgo, o futebol é contigo'...", começou por dizer.
Luxemburgo demonstra preocupação com a gestão moderna no futebol, criticando a falta de responsabilidade de alguns diretores executivos e a constante troca de técnicos, sem uma análise aprofundada das causas dos problemas. Para ele, a gestão ideal envolve a participação direta na tomada de decisões, como ocorre em uma empresa.
Em sua visão, o sucesso a longo prazo depende de uma estrutura sólida, iniciando pelas categorias de base. "A primeira coisa que eu quero fazer é: a categoria de base passa a ser a mais importante, como o Palmeiras faz hoje. Isso faz toda diferença do mundo no futebol. Não tem resultado de imediato, mas a médio e longo prazo... O Palmeiras e o Flamengo têm resultado disso aí. O Flamengo tem nisso uma das maiores receitas, venda de jogador da base e que passa a ter 5% em qualquer lugar que o jogador vai, o que resulta num valor significativo no fim do ano", prosseguiu.
A Dor da Injustiça e o Desejo de Legado
"Eu poderia pensar, mas na realidade eu não quero voltar (ser treinador). Não quero ser alvo, depois de tudo que fiz no futebol, para denegrir a minha imagem", disse, antes de concluir o desabafo.
A decisão de não retornar como treinador é motivada pela vontade de preservar sua imagem. Luxemburgo revela o cansaço com as críticas infundadas, muitas vezes oriundas de pessoas que desconhecem sua trajetória e se baseiam apenas em opiniões superficiais.
"Vocês conhecem a minha história, mas tem muita gente que não conhece e falam pelos últimos 20 anos de futebol. E não sabem o que aconteceu comigo na história, falam muita bobagem, como se eu fosse um merd***, sem respeito, sem nada. Não quero colocar o nome do Luxemburgo pra ser discutido por um cara que não sabe nada de futebol, que torce pelo Flamengo, pelo Botafogo, pelo Corinthians , que torce e começa a me julgar? Isso muda a minha vontade de voltar ao futebol." A declaração demonstra o peso das críticas injustas, afetando diretamente seu desejo de continuar no mundo do futebol.
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